Nenhum dos dois se moveu por um longo momento, o telefone ainda brilhando entre nós como se pudesse explodir.
— Quem mandou isso? — A voz de Xavier tinha ficado baixa, afiada, toda a suavidade de um minuto atrás completamente queimada.
— Não sei. — Fiquei olhando para o número desconhecido, o polegar pairando sobre ele como se pudesse me morder. — Veio do nada. Sem nome, sem contato, nada.
Ele pegou o telefone da minha mão com delicadeza e estudou a mensagem ele mesmo, a mandíbula se contraindo