Alya demorou a se acostumar com a visão. O pai dos seus filhos, o homem que ela amou, odiou e enterrou vivo dentro da própria memória, dormindo num colchão improvisado num cômodo estreito, que ele insistia em chamar de quarto.
Um espaço que mal cabia o corpo dele esticado, com uma pequena cômoda velha e uma cadeira que servia de cabide.
De vez em quando, no meio da noite, ela ouvia. Um xingamento em italiano, baixo, cortando o silêncio. Um “basta”, um “cazzo”, um “no”.
Ela sabia que eram sonho