O silêncio que se instala na sala é quebrado apenas pelas nossas respirações que voltam, aos poucos, ao ritmo normal. O chão de madeira sob nós parece a única coisa sólida em um mundo que acabou de virar do avesso. Continuo com Beatrice aninhada no meu colo, o rosto dela escondido no meu pescoço, sentindo os pequenos espasmos de relaxamento que ainda colhem os seus músculos. Eu não quero me mover. Não quero romper o encaixe que nos mantém como um só.
— Se eu soubesse que a recepção seria assim,