Mundo ficciónIniciar sesión— Enviou o vídeo? — pergunto.
— Sim. — A risada grossa dele soa pelo telefone. — E a garota? — Arredia como sempre. Um cavalo selvagem. — Ótimo. Quanto mais difícil, mais prazeroso! A gente vai acabar com ele, meu garoto! Não vai sobrar nada! Desligo. O tempo passa. Algumas horas. Preparo algo pra ela comer. Quando volto pro quarto, ela ainda está no mesmo lugar. Coloco a bandeja sobre a mesinha e me abaixo de novo. Ela não diz nada. Só me encara. Levo minhas mãos aos pulsos dela, desamarrando. As marcas vermelhas me fazem soltar um suspiro. — Você não deveria tentar lutar contra isso. — murmuro, soltando as cordas. Antes que eu perceba, ela me empurra com força. Meu corpo cai pra trás, e ela corre até a porta. Mas eu levanto rápido. — Droga! — grito, furioso. Alcanço-a antes que consiga abrir completamente. A pressiono contra a porta, fechando-a de novo, meu corpo firme contra o dela. — Sua diabinha... — rosno no ouvido dela. Minha respiração está irregular. Passo a mão pelo pescoço dela, segurando firme. — Você gosta disso, não gosta? Ela se debate, mas eu me aproximo ainda mais. Meu nariz desliza pela curva do pescoço dela. A pele dela se arrepia. Eu noto. Eu sinto. — Eu te entendo... — sussurro, minha voz rouca. — É excitante. Ela solta um rosnado furioso, mas eu inalo seu cheiro. E então ouço. Um gemido baixo. Ela tenta segurar, mas não consegue. Isso me deixa ainda mais faminto. Viro-a pra mim com rapidez. Nossos rostos ficam próximos. Ela levanta o queixo, desafiando, tentando igualar o jogo, mas sou maior que ela. Eu sorrio de canto, apreciando cada segundo dessa luta silenciosa. — Não me olha assim, princesa... você tá pedindo... E então, ela cospe na minha cara. Fecho os olhos por um instante. Sinto a saliva escorrer pela minha pele. Quando os abro, sei que meus olhos estão escuros. Cheios de algo que nem eu consigo conter. — Vai se ferrar! — ela solta, cuspindo fogo. Passo a língua pelos lábios, limpando o rosto com a mão. — Eu já estou, garota. E então, sem esperar mais um segundo, tomo sua boca com a minha, num beijo feroz, faminto, devorador. Ela morde meu lábio, forte. O gosto metálico do sangue invade minha boca, e ao invés de me irritar, gargalho. A dor é doce, quase viciante. — Seu desgraçado! — ela cospe, a voz ríspida, cheia de ódio. Sorrio, apertando sua nuca com mais firmeza, obrigando-a a me encarar. Os olhos dela brilham com fúria. — Por que torna tudo tão mais complicado? — murmuro, sentindo sua respiração ofegante contra a minha pele. Ela treme o lábio superior, furiosa, mas não recua. Minhas mãos deslizam pelo corpo dela, encontrando sua perna, levantando-a. O calor do corpo dela me atinge, nos aproximando ainda mais. — Tudo poderia ser mais divertido. — Minha voz sai baixa, carregada. Ela solta um som entre um suspiro e um gemido contido. Sei que sente a tensão. Sei que sente tudo isso tanto quanto eu. — Você está presa a mim, Jade. Se entrega a isso, vai ser mais fácil. — Meus olhos cravam nos dela, esperando. — Nunca! — ela sibila, desafiadora. Minha paciência se esgota. Solto-a com brutalidade, vendo seu corpo estremecer. Sua respiração está errática, seu peito sobe e desce rápido. Excitação. Raiva. Confusão. Passo a mão no rosto, tentando me controlar. Minha mandíbula trava. Preciso sair dali antes que faça algo que não possa voltar atrás. A encaro uma última vez, ainda sentindo seu cheiro, sua provocação. — Come aquela merda! — rosno, puxando-a para longe da porta. Saio do quarto e bato a porta com força, trancando-a atrás de mim, o ódio pulsando dentro do meu peito. Maldita garota. Ela está mexendo comigo como nenhuma outra jamais conseguiu. JADE Eu precisava mudar minha estratégia. Ser forte, lutar contra ele… Nada disso estava funcionando. Só estava me machucando mais. Se queria sair viva dali, precisava entrar no jogo dele. E para jogar, eu precisava de uma carta na manga. Então, tomei um banho, vesti a roupa que ele trouxe e ajeitei meu cabelo, me olhando no espelho. Respirei fundo, prometendo a mim mesma que seria forte. Ao me aproximar da porta, notei que não estava trancada. Isso não era um descuido. Ele não era ingênuo. Talvez estivesse me testando. Se era um jogo, eu jogaria. Mas não do jeito que ele esperava. Caminhei pelos corredores até encontrar um quarto com a porta entreaberta. Roupas estavam jogadas sobre a cama. Entrei em silêncio, os pés deslizando pelo chão até perceber outra porta aberta. Quando passei por ela, percebi que estava no banheiro. E então, lá estava ele. Ele estava na banheira, nu, coberto apenas pela espuma. Seu olhar encontrou o meu, mas ele não se moveu. Meu coração disparou. ...






