Isadora em casa, depois de organizar seu planejamento financeiro para pagar seu aluguel e suas contas, tentava lavar a dor do dia no chuveiro. Ela se sentia suja pela frieza de Dante e exausta pelo medo constante. Ao sair para a cozinha, o som de algo raspando na fechadura a fez parar.
A porta, que ela sempre trancava com três voltas, abriu-se devagar. A silhueta cambaleante de Afonso preencheu o vão. O cheiro de cachaça e suor barato invadiu o ambiente.
— Ora, ora... se não é a minha peque