POV ZOE
Entrei no Napolitano ainda sentindo o beijo de Raul na boca.
Era ridículo.
Eu sabia.
Mesmo assim, atravessei a porta de funcionários com um sorriso pequeno demais para chamar atenção e grande demais para esconder completamente.
A manhã tinha sido boa.
Boa de um jeito que ainda parecia perigoso para mim.
Empurrei a porta e entrei no corredor de serviço esperando encontrar a movimentação habitual. Gente cruzando de um lado para o outro. Bandejas. Vozes. O barulho das primeiras panelas. En