A manhã chegou devagar.
Valentina estava sentada na varanda, olhando para a rua.
A noite anterior ainda parecia um sonho ruim.
O galpão, a armadilha, o medo e Dante entrando naquele lugar sem saber se conseguiria sair.
Ela fechou os olhos.
— Você está pensando demais.
Valentina abriu os olhos. Dante estava atrás dela.
— Não consigo evitar.
— Como está? — ele se sentou ao lado dela.
— Cansada.
— Assustada?
Ela pensou.
— Um pouco.
— Você pode ir embora. — Dante segurou sua mão.
— Você ainda está