Cap.45
O sol ainda mal havia nascido, filtrando-se pelas cortinas finas do quarto. Selene se espreguiçou, o cabelo bagunçado, o olhar sonolento. Como fazia todos os dias, abriu a gaveta da cômoda para ver se tudo estava no lugar — seu pequeno ritual de segurança.
Mas, ao puxar a gaveta, o coração dela parou por um instante. A caixinha de veludo estava aberta. Vazia.
— Não... não, não, não... — ela murmurou, abrindo as outras gavetas com as mãos trêmulas. — Onde está você...?
Ela se ajoelhou, re