Pouco depois do meio-dia, Helena despertou sentindo dedos passearem por seus cabelos, movimentos lentos e cuidadosos, quase um afago. Piscou algumas vezes, ainda presa à névoa do sono, até que a imagem diante de si se ajustou.
Santiago a observava com um sorriso tranquilo — aparentemente renovado.
— Conseguiu descansar, minha defensora? — perguntou em tom leve.
— Que horas são? — murmurou ela, a voz ainda rouca.
— Hora de comer alguma coisa.
Helena tentou se erguer, mas ele se adiantou, acomoda