Depois de saírem do consultório, as duas seguiram para a empresa. O silêncio dentro do carro era absoluto. Helena mantinha o olhar perdido pela janela, enquanto Clara permanecia imóvel ao seu lado. Nenhuma das duas parecia saber o que dizer.
Ao passarem diante de uma igreja, Clara falou de repente:
— Xavier, pare o carro, por favor.
O motorista obedeceu imediatamente.
Helena acompanhou a mãe em silêncio até a entrada da igreja. O lugar estava quase vazio, envolto naquela quietude serena típica