— Você está bem? — ele perguntou, em tom neutro.
— Estou… — respondeu, assentindo rápido demais.
Helena puxou a cadeira ao lado da cabeceira, onde ele estava, e se sentou com certa rigidez.
Nesse momento, Olga entrou, trazendo uma xícara de café fumegante. Só pelo aroma, Helena percebeu: forte, sem açúcar.
Assim que Olga saiu, Eduardo falou, sem desviar o olhar:
— Beba. Vai te fazer bem.
O tom era autoritário, sem espaço para discussão.
Eduardo parecia calmo demais para aquela manhã o que, para