— Helena… — disse ele, em tom baixo, quase um aviso. — Você pode acabar acreditando nesse papel.
Ela não recuou.
— Olha, estou fazendo o melhor para termos uma boa convivência e parecer convincente. — Ela olhou nos olhos dele, não elevou a voz e continuou firme. — Agora se você acha que é exagero, que tal vivermos como dois estranhos nessa casa por três anos? Que tal nem nos falarmos e nem sentarmos à mesa para uma simples refeição?
Os olhos dele escureceram com a provocação.
Por um instante,