Helena ficou imóvel, o rosto impassível, embora por dentro algo se contraísse, não por emoção, mas pelo desconforto daquela confissão, pelo peso do passado sendo arrastado de volta à superfície justo quando ela já estava fragilizada demais.
— Não diga isso — murmurou, por fim.
— É a verdade.
— Não, Danilo. — A voz dela saiu baixa, mas firme. — Não transforme arrependimento em sentimento. São coisas muito diferentes.
Ele passou a mão pelo maxilar, como se buscasse as palavras certas.
— Talvez eu