Mundo de ficçãoIniciar sessãoCatherine Fairway era uma jovem do reino de Cannehor e vivia uma vida normal na fazenda de seu pai adotivo - ou tão normal quanto seria possível quando você é capaz de controlar a natureza.Cath foi adotada por um humilde fazendeiro, Luke Fairway, aos nove anos, após ver seus pais biológicos morrerem. Apesar do trágico assassinato ter chocado todo o reino, essa lembrança e todo o resto de sua infância foram apagadas da mente da menina, e esta nunca soube de onde viera. Tudo o que sabia sobre sua antiga vida era que nascera com um dom incrível: controlar os quatro elementos. Durante oito anos, Catherine viveu pensando ser a única pessoa a carregar a magia dentro de si, mas, ao ser convidada para competir pela mão do príncipe no castelo, descobriu o quanto estava errada. O que era para ser apenas uma "competição estúpida", em sua visão, acabou por se tornar um mar de confusões e revelações. Em poucas semanas, Catherine se viu cercada de inimigos que desejavam destruí-la por algo que nem ela mesma entendia: seu passado. Seria possível que suas lembranças apagadas fossem tão perigosas? Seria possível que a história de alguém tão jovem poderia guardar tanto ódio e intriga?A menina não entendia a razão de tudo aquilo estar acontecendo, e só com o conhecimento de seu passado poderia ser capaz de derrotar todos que a ameaçavam. Não importava o quanto isso a assustasse, ela precisava descobrir o que acontecera há tantos anos."O passado pode ser assustador, minha querida, mas nada me dá mais medo do que o futuro que você está prestes a enfrentar".
Ler maisANNA NARRANDO.
Você já foi forçado a fazer algo que não queria? Eu fui. Meu nome é Anna Contini, filha de Angelo Contini, o chefe da máfia. Acabo de completar 18 anos e, para minha surpresa, estou prestes a me casar com um homem onze anos mais velho que eu. Sim, onze anos. E claro, contra a minha vontade. Meu pai insiste que este casamento é necessário, uma forma de unir os clãs Contini e Mallardo e alcançar a tão esperada paz. Mas, sinceramente, isso não me convence. Tudo mudou na minha vida quando minha mãe morreu. Antes disso, eu era feliz, ou pelo menos achava que era. Minha mãe era a única capaz de controlar meu pai, fazer com que ele refletisse melhor sobre suas decisões. Desde que ela se foi, sinto que ele está perdido, tentando desesperadamente manter o controle, não apenas da máfia, mas de mim também. Agora, estou sendo usada como moeda de troca para uma aliança que nunca desejei. Na verdade, nem conheço meu noivo. Nunca vi uma foto, não sei absolutamente nada sobre ele, exceto que ele é mais velho. Parece piada, mas essa é a realidade da minha vida. Enquanto isso, preciso esconder esse casamento de Carlos, meu namorado. Ele não sabe, e como eu poderia contar? Carlos é a única coisa boa que me resta. Ele está focado em conseguir uma bolsa para medicina, e aqui estou eu, prestes a me casar com outro homem. Quando penso em tudo isso, a única pessoa em quem consigo confiar é minha abuela. Ela sempre parece saber o que se passa dentro de mim. Ela me conforta, mas ao mesmo tempo, sei que não pode me tirar dessa situação. “É só um ano, Anna”, ela sempre diz. Um ano. Parece uma eternidade. Barcelona, 6:40 da manhã. Acordei cedo como sempre, tomando uma ducha rápida e me preparando para a escola. Enquanto me olhava no espelho, com o uniforme da Elite School, murmurei para mim mesma: “Só mais duas semanas…” Ao descer as escadas, ouvi vozes na sala de estar. Meu pai e minha avó estavam conversando. — Anna tem que ir à recepção — ouvi meu pai dizer. — Angelo, não force a menina a se casar — retrucou minha avó. — Buenos días, papá, abuela — falei ao entrar. Eles pararam de falar imediatamente, tentando disfarçar a tensão no ar. Depois de um breve café da manhã, meu pai me surpreendeu com um pedido inesperado. — Quero que você vá ao cassino esta noite — ele disse, em um tom que não deixava espaço para discussão. — Por quê? — perguntei. — Você saberá quando chegar lá — ele respondeu, sem dar maiores explicações. “Vista-se com roupas de gala”, ele acrescentou. Algo estava claramente errado. Meu pai estava nervoso, como não o via desde a morte da minha mãe. E, claro, minha avó apenas olhava para mim com aqueles olhos tristes, como se já soubesse o que estava por vir. À noite, vesti o vestido preto que meu noivo desconhecido havia comprado para mim. Me olhei no espelho e, apesar da beleza do vestido, senti como se estivesse me preparando para o meu próprio funeral. Desci as escadas, pronta para enfrentar o que quer que fosse. Meu pai, impaciente, me esperava ao lado da porta. Quando me viu, tentou sorrir, mas sua tensão era evidente. Não consegui disfarçar meu descontentamento. Estava furiosa com ele. — Está linda, filha — ele comentou. — Espero que não esteja desapontando a minha mãe, onde quer que ela esteja — respondi, fria. — Anna, eu sei o que estou fazendo. Não seja ingrata — ele retrucou, visivelmente irritado. — Ingrata? O que mais devo fazer, papá? Além de ser vendida como um objeto? — continuei, desafiando-o. Ele se aproximou, o rosto tomado pela raiva. Por um momento, achei que fosse me bater, mas ele recuou. — Eu nunca encostaria um dedo em você, Anna — ele disse, tentando se recompor. — Mas você precisa entender que isso é para o bem de todos. Não quero te perder. — Está me perdendo de qualquer jeito, papá, entregando-me de bandeja para o inimigo — respondi, com uma dor que parecia cortar minha alma. No fundo, sabia que meu pai não era um homem cruel, mas suas decisões me faziam duvidar. Ele estava desesperado, tentando proteger o legado da família a qualquer custo, mesmo que isso significasse sacrificar minha felicidade. Chegamos ao cassino, localizado em um luxuoso navio que zarpava da costa de Barcelona em direção à ilha de Palma de Maiorca. O ambiente, com todo seu luxo e ostentação, só me lembrava o quão sufocada me sentia. Assim que entramos no salão, vi meu pai e minha avó conversando com outras pessoas. Não consegui suportar. Dei meia volta e saí, precisando de ar. — Anna, onde você vai? — minha amiga Tânia me seguiu, preocupada. — Eu só preciso respirar — respondi, tentando controlar as lágrimas. Nos dirigimos até a parte externa do navio, onde o vento fresco me ajudava a manter o controle. Mas o que eu realmente queria era fugir. — Eu estive pensando… — comecei a falar, hesitante. — E se eu me entregar para o Carlos? Tânia me olhou com olhos arregalados, chocada. — Você está louca, Anna? — ela exclamou. — A máfia te mataria… e ao Carlos também. Isso não é uma solução. — Mas seria o fim desse pesadelo. Pelo menos, eu teria algum controle sobre a minha própria vida — murmurei, tentando encontrar algum sentido em meio ao caos. Tânia balançou a cabeça, tentando me fazer enxergar a realidade. — Isso não vai te salvar, Anna. Só vai piorar as coisas. Você precisa ser forte e enfrentar o que está por vir. Um ano vai passar rápido. Olhei para o horizonte, vendo a ilha se aproximar. Aquele deveria ser o momento mais importante da minha vida, mas tudo o que eu conseguia sentir era revolta. Será que minha virgindade fazia parte desse contrato? E se eu me entregasse para o Carlos?A rainha olhou em volta, procurando seu marido no meio da multidão de convidados. A cerimônia do casamento e da coroação havia acabado, mas, apesar disso, não havia tido tempo de conversar com o rei em particular porque a festa apenas começara. Enquanto estava distraída, uma pequena criaturinha engatinhou até o seus pés e puxou seu vestido, fazendo-a olhar para baixo.Um emaranhado de cabelos castanhos e roupas macias brincava com a flor de plástico em seus sapatos brancos. As mãozinhas pequenas atrapalhavam-se com as pétalas do enfeite e, quando a rainha mexeu os pés levemente, o garotinho sentado no chão olhou para cima com grandes olhos verdes.— O que está fazendo aqui, mocinho? — perguntou ela com a voz doce, abaixando-se para pegar a criança no colo. Limpou sua bochecha suja de chocolate, arrancando dele um sorriso banguela. — Você é muito novo para andar sozinho, pequenino. Onde estão os seus papais?— Ah, você o achou! — exclamou alguém atrás dela. — Graças aos céus.O conde co
Jonathan voltou com uma bela bandeja grande de comida, alguns minutos depois que Matthew e eu encontramos a profecia sinistra. Quando percebeu nosso humor, o príncipe quis imediatamente saber o que havia nos deixado tensos. Enquanto eu comia, o conde o explicou sobre o livro e o mostrou o aviso que recebi, e John pareceu mais confuso do que jamais esteve.— Então... Não estamos livres? — perguntou, me olhando com tristeza. Deixei de lado a bandeja e me senti infinitamente mel
EanEu encarei enquanto o príncipe andava de um lado para o outro, exalando preocupação e arrependimento ao murmurar palavras sem sentido para si mesmo. Com um suspiro pesado, sentei-me no banco de pedra e encarei as árvores, desejando poder ver além da escuridão. A luz fraca da lua iluminava apenas um pouco do jardim onde estávamos, refletindo nas gotas de orvalho das flores e folhas e da grama no chão.
Era uma manhã fria. O cemitério de Darkot Village, onde os gêmeos moravam antes de se mudarem para o castelo, estava vazio com exceção de nosso grupo. Ean preferira enterrar a irmã aqui, mas sem as cerimônias e os genéricos convidados que nunca foram realmente próximos de Íris. Nós éramos tudo o que ela tinha.— Você não quer dizer nada? — perguntou o príncipe, abraçando-me por trás enquanto eu observava o guarda murmurar palavras que e
Último capítulo