165. Velório.
Kevin
O som abafado do murmúrio de vozes preenchia o ar, enquanto eu observava o salão decorado com flores brancas. O perfume delas era enjoativo, como se tentassem mascarar a sensação de perda que pairava por todos os cantos. Ashley estava deitada ali, dentro do caixão, com um semblante sereno que nunca vi antes. Era irônico pensar que, na morte, ela parecia mais em paz do que em todos os anos que passamos juntos.
Meus dedos formigavam ao lado do corpo. Mantive as mãos nos bolsos do terno, ten