POV Jullie
O motor do meu carro rugiu baixo quando saí do subsolo do prédio em Ipanema. O céu sobre o Rio de Janeiro começara a abrir, os raios de sol cortando as nuvens cinzentas e fazendo o asfalto molhado da Avenida Atlântica brilhar como espelho.
A carta de Daniel repousava no banco do carona, ao lado da minha bolsa de couro. As palavras dele ecoavam no meu raciocínio com uma clareza avassaladora: “A porta está destrancada, Jullie. Cabe a você decidir se quer continuar trancada no seu pró