Visão de Mariana
O interfone tocou no início da tarde, quando eu estava na sala tentando equilibrar o laptop no colo e uma xícara de chá na mão.
Eliete atendeu, e um sorriso se abriu no rosto dela.
— É a sua tia, Mariana. A Vera.
— Deixa entrar. E prepara o café. Ela não vai embora tão cedo.
Eu conhecia a tia Vera.
Quando ela vinha visitar, era sempre com uma missão.
E missão, na cabeça dela, significava ficar horas na sala, tomando café, contando histórias, e dando palpites sobre a minha vida