- Eu...
Ela queria perguntar se tinha feito algo errado, se tinha entendido mal. Sua voz rouca soava como um monólogo, que caía aos olhos de quem queria entender, proporcionando uma nova interpretação.
Nuno se aproximou:
- Me desculpe, não imaginei que um pequeno empurrão causaria tais consequências graves.
Havia um leve arrependimento em seu rosto, nem mais nem menos, era perfeito. Quando a mulher virou para olhar, ela hesitou por um momento, e balançou a cabeça:
- Não tem nada a ver com você.