CAPÍTULO 172
Melissa correu sem direção, com os pés afundando na terra úmida, com a respiração curta e dolorida. Cada passo fazia sua perna latejar — o corte profundo que ganhara ao pular a janela sangrava sem parar.
O frio noturno penetrava em seus ossos, mas ela não ousou parar.
Ao ver que não conseguiria continuar daquele jeito, apoiou-se em uma árvore caída e rasgou a barra da camiseta com as mãos trêmulas. Pressionou o tecido contra o ferimento, engolindo um gemido de dor.
Só mais um pouco… só mais um pouco…
Mas o corpo já estava no limite.
Quando ouviu vozes distantes — gritos, passos, folhas sendo pisadas — Melissa se apavorou.
Forçou-se a continuar, mas a perna falhou.
Ela caiu de joelhos.
Desesperada, olhou em volta. A mata era fechada, escura, e a escuridão parecia engolir tudo. Encontrou um tronco de árvore quebrado, meio oco, parcialmente coberto de folhagens.
Era sua única chance.
Arrastou-se para dentro e se encolheu ali, abraçando as próprias pernas, tentando controlar