Isadora
Depois do almoço, o cansaço da semana finalmente me atinge. Mas não é um cansaço pesado; é uma sonolência doce, alimentada pela comida de Daniel e pelo vinho barato que, estranhamente, desceu melhor do que qualquer safra premiada.
— O que você faz para relaxar, Montenegro? — pergunto, enquanto o ajudo a colocar os pratos na pia. — Além de desmontar motores e cozinhar como um chef?
Ele enxuga as mãos no pano de prato e me olha com um brilho divertido nos olhos.
— Às vezes, eu só desligo