Verônica
Entramos na casa, e a porta se fechou com um baque seco, que ecoou no silêncio repentino que se instalou.
— Que tempestade! — Cadu comentou, olhando pela janela.
— É, parece que vai ser forte.
Mal terminei a frase, e o vento lá fora se intensificou, sibilando pelas frestas da janela, um rugido baixo e constante que aumentava a cada segundo. As árvores do jardim se curvavam com a força do vento, as folhas se retorciam em redemoinhos verdes, arrancadas dos galhos e lançadas ao vento.