Mundo de ficçãoIniciar sessão.
Alyne Breder
— Boa noite, minha deusa — um deles falou com um sorriso safado de canto de boca.
— Nossa deusa, Victor — o outro homem disse, como se estivesse o corrigindo. Ele deu um sorriso simpático em minha direção antes de se aproximar e pegar a minha mão, beijando o dorso dela — Boa noite, nossa rainha.
— B-Boa — gaguejei.
Era estranho ver um homem me chamar de “Deusa” e de “Rainha” como se estivesse me idolatrando ou algo do tipo.
— Nervosa? — ele indagou com seus olhos pretos marcantes mirando fixamente nos meus então assenti, desfazendo o nosso contato.
— Estou um pouco.
— É a primeira vez que você fica com dois homens ao mesmo tempo?
— Sim. Mas já escrevi sobre isso — soltei de repente, me maldizendo internamente no momento seguinte por começar a dar detalhes da minha vida para um estranho.
— Escreveu? — seu tom era uma mistura de curiosidade e divertimento — Em diário ou algo parecido?
— Não.
— Um blog então? — indagou o outro homem perto do frigobar.
Fiquei calada.
Se eu abrisse a boca naquele momento, com certeza iria falar tudo o que não devia sobre minha vida pessoal para aqueles dois completos desconhecidos.
Todavia, não queria parecer mal-educada então me esforcei um pouco para falar apenas que não tinha um blog, deixando eles adivinhar por si só.
— Me chamo Rodolfo e aquele ali, já assaltando o frigobar, é o meu amigo Victor. E você, como se chama?
Franzi o cenho.
— Isso não é contra as regras do site? — questionei olhando para ele e depois para o tal do Victor que havia tirado duas garrafinhas de Skol Beats Senses e tirava uma terceira — Eu não estou bebendo nada alcoólico — avisei fazendo ele virar o rosto e me encarar.
— O site informa apenas para não tirarmos as máscaras para que se mantenha a privacidade, mas nós dois sempre fazemos as nossas próprias regras — falou Rodolfo, já tirando sua máscara.
Fiquei em choque, tanto pelo gesto inesperado quanto pela beleza do seu rosto recém revelado. Rodolfo possuía cabelos pretos que desciam até um pouco acima de seus ombros, o que ajudava a dar uma presença marcante e séria à ele.
Com certeza, Rodolfo serviria de inspiração para algum personagem masculino no estilo motoqueiro ou tendo a mesma pegada.
— Gostamos sempre de entrar em um acordo com a mulher que iremos passar a noite e revelamos nossos nomes, além de transarmos sem máscaras — Victor comentou abrindo uma das cervejas enquanto sorria para mim — É mais excitante ver as expressões faciais quando estamos enchendo de porra as suas belas bocetas carnudas e escutar elas gemendo os nossos nomes — ele falou levando sua mão até a calça, marcando seu pau que aparentava já está bem duro sob a roupa.
— Você decide se quer ou não tirar sua máscara e revelar seu nome para nós. O que decidir iremos respeitar — Rodolfo afirmou.
Alguns questionamentos passaram pela minha cabeça naquele momento.
Eu também adoraria ouvir eles gemendo o meu nome, mas será que era seguro dizer o meu verdadeiro nome à eles? Ambos podem ter mentido sobre os deles. Mas se eu disser o meu, os dois também não podem ter certeza de que é verdade.
Pensei por alguns segundos, então tomei a minha decisão.
— Me chamo Alyne — informei olhando para um e depois para o outro, que já havia tirado sua máscara também.
— Que nome lindo para uma deusa como você — Victor me elogiou se aproximando de nós.
Ele também possuía um ar marcante, mas ao contrário de Rodolfo, Victor exalava aquele aroma de personagem cafajeste e perigoso. Ele seria uma boa inspiração para um bilionário excêntrico ou um gigolô.
Victor ofereceu uma das cervejas à Rodolfo, que logo sorveu um pouco da bebida.
— Tem certeza de que não quer uma cerveja para você?
— Não, não. Obrigada — recusei tentando não parecer rude.
— Você não bebe? — Rodolfo quis saber.
— Eu bebo socialmente, mas parei porque estou amamentando ainda.
Preferi dizer logo, já que durante o sexo poderia vazar leite dos meus seios, mesmo eu tendo antes de sair de casa esvaziado eles em pequenas mamadeiras para as mamadas da madrugada da Maria Eduarda.
— Hum... Se quiser eu te chamo de “mamãe” e você pode me chamar de “bebê” enquanto eu estiver mamando nesses seus belos peitões — Victor falou dando uma piscadinha para mim, sorrindo de modo safado, fazendo com que eu fizesse uma careta mesmo estando envergonhada.
— Acho que ela não curte Infantilismo, Victor — Rodolfo disse rindo à medida que levava a garrafinha de cerveja à sua boca novamente.
— Que pena, porque eu posso ser ao mesmo tempo um bebê bem fofo e bem gostoso também.
Eles riram, mas não sei se foi da conversa esquisita que ambos estavam tendo ou se era da minha expressão de espanto, porque com certeza eu me encontrava com essa cara naquele momento.
— Vamos deixar isso para lá e ir ao que interessa, né? Meu pau já está durão aqui e eu preciso pôr ele para trabalhar logo antes que eu tenha um troço — Victor falou, pegando a sacola que ele havia trazido, já despejando todo o conteúdo dela em cima da cama, fazendo-me arregalar os olhos, meio assustada.
Ali tinha algemas de couro, mordaça com bola, prendedores de mamilos, corda, máscara para os olhos e alguns vibradores de estilos variados. Tudo relacionado a BDSM, faltando apenas os chicotes e palmatórias.
“Aonde fui me meter, minha Nossa Senhora!” pensei vendo todos aqueles materiais, enquanto o meu corpo e a minha cabeça tentavam entrar em um consenso sobre se eu ficava muito excitada ou extremamente apavorada com aquela situação.
— Vocês vão me amarrar e tirar um dos meus rins... ou vocês são Dominadores? — inquiri, os encarando e ajeitando uma mecha de cabelo atrás da minha orelha, meio nervosa.
Eles trocaram um olhar e riram juntos novamente, balançando a cabeça em negativa.
— Nós vamos te amarrar... — a voz de Rodolfo pareceu ao mesmo tempo sexy e ameaçadora — Mas, não é para tirar um dos seus rins, e sim para tirarmos o máximo de prazer do seu íntimo, gostosa.
— Não somos Dominadores, mas conhecemos alguns por aí que viraram nossos amigos e que já nos deram ótimas dicas. Por isso, sempre trazemos brinquedinhos para nossas deusas terem a melhor noite de suas vidas — informou Victor sorvendo mais um pouco de bebida antes de depositá-la em cima da mesinha de cabeceira e retornar para perto de mim.
Ele tirou a bolsinha da minha mão, jogando-a possivelmente sobre a cama, pois meus olhos estavam fixos nos dele. De repente, Victor deu mais um passo, enfiando uma de suas mãos em meu cabelo, selando nossas bocas assim como nossos corpos.
Por alguns segundos, eu fiquei meio travada devido fazer muito tempo que alguém me beijava daquela maneira. Com tanto desejo. Mas então passei a relaxar, abrindo a boca e permitindo que ele me invadisse com sua língua, aprofundando o nosso beijo.
E, pela primeira vez, eu senti meu corpo reagir de uma forma diferente.
Marcos nunca despertou em mim a vontade de transar com apenas um beijo, mas Victor o fez e o fez de uma forma tão intensa e avassaladora que quando ele desfez o contato dos nossos lábios para respirar, eu os procurei novamente.
Entretanto, Victor sorriu dando-me um beijo rápido, mordendo e puxando de leve meu lábio inferior, como se me provocasse.
— Tem certeza de que não quer tirar essa máscara?
— Victor... — o tom de voz de Rodolfo foi baixo, mas meio ameaçador, fazendo o outro rir travesso.
— Ok, ok. Não toco mais nesse assunto — ele murmurou, passando o polegar em meus lábios de um jeito provocante — Agora o Rodolfo vai cuidar de você enquanto eu preparo a cama para a nossa noite de diversão.
Apenas me vi balançando a cabeça em afirmação, como se estivesse totalmente hipnotizada.







