— Filha, o que foi? — Ela se aproxima, sentando na beira da cama e segurando minha mão.
— A dor voltou... — falo entre respirações curtas. — Tá pior.
Ela leva a mão ao meu rosto e tenta disfarçar o pânico nos olhos.
— Eu vou ligar pra sua médica agora, tá bem? Isso não é normal.
— Mãe, calma... talvez só seja o remédio que ainda não fez efeito. — Tento acalmá-la, mesmo que por dentro eu mesma esteja tremendo.
— Audislane, você mal consegue se levantar! — diz num tom firme, quase uma bronca carr