O apartamento estava silencioso demais.
Era aquele tipo de silêncio que faz qualquer som parecer ameaça.
Kira estava sentada no chão, encostada na parede da sala, com os joelhos puxados contra o peito. O celular ainda estava na mão… mas já não era mais uma ferramenta. Era só um objeto quente, apertado com força demais, como se pudesse desaparecer se ela soltasse.
O coração ainda não tinha desacelerado.
Ainda não completamente.
Porque ela ainda via.
Mesmo de olhos fechados, ela via.
Aquele homem