Um Mundo Sem Voz
Alexandro
Já não sei mais quantas vezes me sentei diante daquela antiga caixa de papelão no fundo do closet. A caixa onde Aria guardava suas pequenas anotações pessoais.
Cada item é uma punhalada silenciosa no meu peito. E, ainda assim, volto sempre a ela. Porque é tudo o que me resta.
É estranho como a dor, quando se instala, deixa de gritar. Ela se acomoda.
Como um hóspede permanente que aprende a conviver com você, roubando sua vitalidade aos poucos, todos os dias.
Já nã