Ela o olhou indiferente, sem se sentir intimidada
— Você não tem o direito, de mexer nas minhas coisas.
— Se coloque no seu lugar.
— Só peguei um salgadinho e um chocolate, pra comer no caminho e dividir com o meu irmão.
— Vai começar a me revistar agora?
Ele sempre estava sério, com o mesmo olhar misterioso sombrio, por mais que seu tom de voz, variasse. Foi esvaziando a mochila, colocando tudo no balcão: uma apostila de matemática, dois cadernos, estojo, uma troca de roupa. Quando foi folhear