Pessoas não desaparecem do nada.
Estante após estante cobriam as paredes. Passei suavemente os dedos pelas lombadas. Alguns dos livros pareciam antigos, outros mais recentes. Eles estavam lado a lado nas prateleiras, um equilíbrio entre o novo e o antigo.
Quando cheguei à parede atrás do sofá, notei, ali no chão, algo preto saindo de baixo de uma das estantes. Ajoelhei-me e afastei-o dos móveis.
Era uma pequena pena preta, igual às que adornavam os ombros do vestido da mulher misteriosa.
Ent