A primeira sensação que tive ao abrir os olhos foi a de que alguém estava martelando dentro da minha cabeça.
Soltei um gemido e puxei o travesseiro sobre o rosto.
Ao meu lado, Lívia resmungou algo incompreensível e se virou na cama.
Foi então que ouvi a campainha.
Uma vez.
Duas.
Três.
Longa e insistente.
Fechei os olhos com força.
— Se for um vendedor, eu juro que mato — murmurei.
Lívia enterrou o rosto no travesseiro.
— Você está mais perto da porta.
— Odeio você.
— E