A dor da queimadura no braço incomodava.
A da costela também.
Mas nenhuma chegava perto da confusão na minha cabeça.
Eu tava sentado sozinho na varanda do alojamento, ainda de uniforme, olhando o céu escuro da madrugada enquanto o batalhão inteiro parecia finalmente silencioso depois da ocorrência.
O incêndio tinha acabado.
O relatório tinha sido entregue.
Rafael tava vivo.
Leandro também.
Tudo tinha terminado “bem”.
Então por que parecia que eu tava afundando?
Passei a mão no rosto devagar.
Ca