O silêncio ainda pesava na casa.
Mas não havia mais tempo pra ficar parado.
Daniel respirou fundo.
— A gente precisa limpar isso… agora.
Ninguém respondeu.
Mas todos entenderam.
Ele se abaixou.
Segurou o primeiro corpo pelos braços.
Arrastando com esforço pelo chão.
O som arrastado cortava o silêncio.
Pesado.
Real.
Lucas desviou o olhar.
— Cara… isso é surreal…
Leandro engoliu seco. — Vamos ajudar.
Rafael soltou Rebeca devagar.
— Fica aqui.
— Não… — ela disse, ainda abalada. — Eu vou ajudar.