Eu demorei para perceber que Rafael tinha sumido.
Na verdade, todos demoramos.
A comemoração ainda acontecia.
Os homens continuavam bebendo.
João contava histórias antigas.
Alguns seguranças riam perto da churrasqueira.
E por algumas horas, pela primeira vez em muito tempo, a mansão parecia uma casa normal.
Sem guerra.
Sem ameaça.
Sem medo.
Só que então alguém perguntou:
— Cadê o Rafael?
Foi uma pergunta simples.
Daquelas que normalmente não significam nada.
Mas alguma coisa dentro de mim ficou