Dante
O elevador subia devagar demais.
Ou talvez meu cérebro estivesse acelerado demais para aceitar qualquer coisa que não envolvesse respostas imediatas.
O corredor da cobertura era silencioso, elegante e caro daquele jeito irritante que hotéis suíços adoram ser.
Parei diante da porta da suíte de Valentina e encostei na parede com os braços cruzados enquanto tentava organizar as peças da noite.
O Vermeer roubado.
O leilão clandestino.
A palavra “Orpheus”.
E o homem loiro.
Dio mio.
Eu conhecia