Tessa Martins
— O que você vai fazer agora? — Henrique perguntou, a voz trêmula.
Eu olhei para ele, e pela primeira vez, vi a traição estampada no rosto do meu melhor amigo. Ele aceitou o dinheiro. Ele aceitou o pacto. Ele me viu chorar por noites seguidas por causa daquela família, enquanto sabia que o bife que eu colocava na mesa era pago por eles.
— Eu vou fazer o que eu deveria ter feito há quatro anos — eu disse, fechando os notebooks com força. — Eu vou parar de jogar o jogo deles.
—