Gabriel Ventura
O silêncio da mansão Moratti à noite tem uma textura diferente de qualquer outro lugar que já conheci. Não é o silêncio vazio de um museu, nem o silêncio tenso de um escritório após o expediente; é um silêncio denso, carregado de história, de segredos guardados em carvalho e mármore, e, naquela noite específica, de uma expectativa que parecia vibrar nas paredes. Amanhã, eu deixaria oficialmente de ser o "intruso da Vila" para me tornar, no papel e perante a lei dos homens, um m