Augusto não dormiu.
Nem por um minuto.
Passou a madrugada inteira sentado no escritório da casa dos Montalvão, o celular sobre a mesa e os olhos fixos na tela apagada do computador.
Esperando.
Temendo.
Esperando novamente.
Porque, depois de vinte e oito anos, ele descobriria se sua maior dor havia sido construída sobre uma mentira.
Às sete horas da manhã, o telefone tocou.
Augusto atendeu antes mesmo do segundo toque.
— Senhor Augusto Albuquerque?
— Sim.
— O resultado do exame solicitado já est