O apartamento de Blenda estava silencioso.
Depois de tantas horas cercados pela família, pelas brincadeiras de Théo e pela movimentação constante dos gêmeos, aquele silêncio parecia um presente.
Blenda havia acabado de preparar café quando encontrou Théo parado diante da janela da sala, observando as luzes da cidade.
— O que foi? — ela perguntou, aproximando-se.
Théo virou-se e sorriu.
— Nada.
— Eu conheço esse sorriso.
— E isso é preocupante.
Ela riu.
— Muito.
Théo abriu os braços.