Mundo de ficçãoIniciar sessão***CAPÍTULO 5***
NICHOLAS SPARKS NARRANDO Ela negou sair para almoçar comigo, ela negou, como é possível? Eu Nicholas Sparks sendo ignorado por uma mulher? Minha beleza excepcional e charme não funciona para ela? Impossível, impossível, eu sou muito gostoso e lindo. Nenhuma mulher nunca disse não para mim. Nunca mesmo, e ela, putz, preciso renovar meu estado de charme ou a gostosura esgotou e eu não sei? Não. Impossível. Impossível. - Você está muito quieto. O quê? Olhei para Douglas. - Está tendo dificuldades com algum caso? Sorrio. - Não, cara, não é trabalho. Falei rindo, ele não precisa se preocupar comigo. - Elsa disse não para seus convites? - Como é que você sabe? Eu perguntei um pouco mais alto que o normal, Douglas começou a rir da minha cara. - Não sabia, era palpite. Fiz cara bem desmoralizado, ele é um idiota, porque não perguntou logo qual era o meu problema? - Não brinca. Acomodei-me confortavelmente na poltrona. - Seu problema é sempre mulheres, não o trabalho. Trabalho é fácil de resolver, já mulheres. - Ela recusou meu convite umas duas vezes. Murmurei iniciando a conversa que eu estava evitando. - Duas vezes? É novidade. Ele judiou da minha cara, não é engraçado, não é engraçado. - Engraçadinho. Debochei, ele continuou rindo da minha cara, Deus, porque eu fui comentar sobre isso com ele? Não irá largar meu pé pelos próximos dias. O garçom trouxe nossos pedidos para quebrar o clima de deboche, nós comemos realmente por fome, a comida aqui sempre é boa, eles cozinham muito bem, a porção é ótima, saio sempre satisfeito. Voltamos ao escritório, a tarde caiu e o início de noite chegou, um por um começaram a sair do escritório, peguei minha carteira e saí da sala indo para o elevador quando encontrei advogada Elsa esperando o elevador. - Advogada Elsa. A cumprimentei. - Advogado Nicholas. Ela deixou aquele ar de deboche, eu fiquei curioso. - Porque o deboche? Questionei com interesse em puxar assunto. - Ouvi rumores... O elevador apitou e nós entramos. - Quais rumores? Perguntei. - As meninas estavam reunidas falando sobre você. Reunidas? - Não sou tão importante, porque a reunião? - Estavam comentando sobre mulheres que você já pegou na Firma, no meu palpite, você varreu toda Firma. Eu tentei rir, mas, a risada não saiu, elas não precisam exagerar, eu nunca fui atrás delas, elas vieram com um certo interesse em sexo, claro que sempre estive disponível para uma foda grátis. - Exagero. Limitei a comentar o que penso sobre o assunto, sou um mulherengo que respeita a privacidade das mulheres, se elas estão espalhando por aí que eu dormi com elas, é problema delas não meu. Às portas do elevador abriram e saímos, pelo menos hoje não estamos em pé em guerra e não tentarei a convidar para sair, os não dela ainda estão doendo para caralho para receber outro, tenho orgulho. Entramos no estacionamento, ela foi para seu canto e eu para o meu, entrei no carro e tentei ligar, o motor não rugiu, outra vez nada, desci do carro e olhei para ele, porque não funciona? - Precisa de ajuda? Essa é a voz da Elsa. - Meu motor morreu. Comentei ainda olhando para meu carro. - Vou dar uma mãozinha, abra o capô. Ela disse, abro o capô do carro, ela colocou seu carro frente a frente com o meu, ela desceu do carro com ligadores para fazer troca de energia elétrica entre motores, eu não sabia que mulheres andavam com isso. - Deixe comigo. Ela sorriu indo até meu carro, eu fiz as conexões e ela girou às chaves do carro, meu carro ganhou vida rapidamente. - Muito obrigado pela mãozinha. Ela sorriu, que belo sorriso. - Elsa, Nicholas, o que aconteceu? Douglas disse meio que desesperado. - Ela estava dando um pouco de energia para meu motor. Justifiquei, fechei o capô da sua picape e a entreguei seus ligadores. - Não sabia que mulheres ficam com ligadores. Douglas comentou surpreso assim como eu. - Meu pai faz a revisão do carro. Ela encolheu os ombros e nós rimos, está explicado porque dela ter tudo que precisa dentro do veículo. - Seu pai faz um ótimo trabalho. Comentei, ela balançou seus lindos cabelos antes de entrar no seu carro, ela saiu dirigindo para fora do estacionamento. - Você está babando. Douglas bateu meus ombros eu sorrio para ele. - Ela é uma baixinha interessante. Falei e ele riu. - Não misture, advogadas familiares são horríveis para pegar. São? Não acho que elas sejam tão horríveis, é um mero exagero. - Entre no carro, talvez seu carro esteja congelado. Douglas riu, ele entrou na sua picape vermelha, girou às chaves e ganhou vida. - Seu jeep está sentindo frio, precisa de aquecimento extra. Exibi minha língua, que deboche, nós não estamos frios, meu Jeep não é carente de calor. - Até amanhã. Entrei no carro, liguei o aquecedor antes de sair dirigindo de volta para meu apartamento. - Senhor, graças a Deus você chegou, pode me dar uma carona para casa? Nona disse antes que eu estacione o carro na garagem, está com problemas de táxi? - Serviço de táxi não funciona? Eu perguntei destrancando as portas do carro, ela entrou. - Previsão ruim, não estão aceitando viagens. Que pena, tirei carro da garagem para estrada, sua casa fica a uns trinta minutos do meu apartamento, realmente está nevando muito, é perigoso para serviços de táxi operar a está hora. - Hoje demorou se auto dispensar para casa. - Dia de lavar e engomar, é sempre demorado. Ela justificou. - Leve roupas para lavanderia, é inverno, suas mãos irão congelar de tanto pegar água. Comentei virando a curva. - Por que me contratou? Eu não faço praticamente nada. - Claro que faz, cozinha para me, arruma minha cama e a bagunça que faço, isso é muito, acredite, trabalhos domésticos são mais pesados que ser advogado. Comentei, um dia já fui da classe baixa, na faculdade precisava lavar minhas próprias roupas e cozinhar minha própria comida, era cansativo, entretanto não podia me dar ao luxo de gastar pouco que tinha. Minha mãe trabalhava como doméstica para me sustentar, sustentar minhas mensalidades, hoje graças a Deus, ela vive bem, tem sua casa em Montana, seus negócios como CEO numa rede de roupas importadas, dou todo luxo do mundo para que nunca precise esfregar o chão por toda vida. - O senhor me mima demais. Ela riu envergonhada. - Você merece, eu não sou fácil de lidar. Faço piada e ela riu, estacionei o carro em frente a sua casa. - Bom descanso, Nona. Ela sorri. - Igualmente para o senhor. Ela desceu do carro e correu para o interior da sua casa, lentamente tirei meu carro do seu jardim e dirijo calmamente, o trânsito está horrível como esperado, vou estacionar para comprar algo quente, estou morrendo de fome, e com essa lentidão, nunca chegarei em casa, estacionei o carro em frente ao KFC, e entrei, quando estava indo para direção ao balcão para fazer o pedido, vejo Advogada Elsa sentada em um canto comendo, peço um balde de carne e pizza, depois pedi um café ao leite, lentamente fui até sua mesa, Elsa está concentrada no seu telefone, quase não tocou no seu pedido, o que a incomoda? - Posso me sentar? Ela levantou os olhos, ficando surpresa ao nos encontrarmos novamente antes que o dia termine.






