Capítulo 17 — A Cidade que Observa
O amanhecer em Londres não parecia amanhecer.
Parecia uma troca de máscara.
O céu não clareava de forma natural — ele mudava de cor como se alguém estivesse pintando por cima da noite, camada por camada, até fingir que o dia tinha chegado.
Eu fiquei alguns segundos parado olhando aquilo pela janela do refúgio de pedra. Não era o tipo de coisa que eu veria em filmes ou na escola. Era algo errado de um jeito silencioso, quase educado demais para ser perigoso.
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