Mundo ficciónIniciar sesión***Capítulo 8***
CRISTAL EMERSON NARRANDO Cheguei na mansão dos Ricci por volta das 4h da tarde, eu passei o dia fazendo compras, Yasmin precisava de brinquedos novos, então comprei brinquedos, algumas roupas confortáveis, eu me pergunto como ela foi desleixada? Por chorar muito? Esta mansão é enorme com empregados, impossível que eles não tenham prestado atenção nela. Tanto faz, o pior passou, quando fomos ao parque, Yasmin ficou observando outras crianças, ela é uma menina solitária, limitada, deram tão pouca atenção nela que tudo parece ser novidade, como parte da sua terapia, adotei um filhote de cachorro, enquanto ela tiver companhia animal, ela será uma criança normal que se interessa em bagunçar a casa, isso o ajudará a gatinhar. Olhei para Yasmin pela janela, enquanto preparo sua comida, ela está com dificuldade de beber leite, então irei optar por ferver batata e bater, fazendo um purê, fiz mix de frutas naturais, bato no liquidificador e coloquei na sua mamadeira, por fim, estufei um pedaço de carne de frango, quero testar o que ela gosta de comer. - A patroa chegou e quer te conhecer. Virei o rosto para os lados como se estivesse procurando por algo. - Estou falando com você, babá. Virei o rosto para encarar uma mulher da minha idade, ela abriu um sorriso maligno. - Como posso ajudar? Questionei sem muito interesse nela, ela riu, olhando-me de cima a baixo. - Senhorita, Érica vai expulsar você. Ela falou num tom provocativo. - Procure o que fazer. Carreguei a bandeja de comida e saio lentamente para fora da cozinha, usei o corredor para chegar na sala principal. - Sala principal não é lugar dos empregados. Disse uma mulher loira, ela possui uma aparência linda, magra, provavelmente ela é modelo. Guardei a bandeja no tapete da sala, ignorando-a, lentamente, fui até o jardim levar Yasmin. - Hora de comer. Eu murmurei para ela, Yasmin franziu o cenho toda tímida, o cachorro seguiu meus passos até a sala. - Você não ouviu? Ela gritou, levantei os olhos encontrando os seus. - É comigo? Perguntei suavemente, coloquei Yasmin para sentar na sua cadeira, eu sentei no tapete calmamente. - Titia, vai fazer você pegar o guardanapo. Eu peguei o guardanapo para ela do que estou falando, gentilmente, coloquei na sua mão, ela apertou a mão com força fazendo-me rir. - Boa garota, você aprende rápido. Elogiei. - Vai ganhar um doce de sobremesa. Ela franziu o cenho. - Porque você está me ignorando? Sua babá imunda. Quando ela levantou o pé para dar um chute da bandeja de comida da Yasmin, eu bati seu pé com força com a mão fazendo ela gritar dolorosamente. Ouvimos passos e algumas pessoas entraram na sala. - Ela me bateu. Aquela mulher gritou para todo mundo ouvir. - Crow, Crow. Ela gritou desesperadamente, Crow Ricci apareceu nas escadas enquanto falava ao telefone. - Érica, porque você está gritando? A tal Érica apontou o dedo para mim. - Ela me bateu no pé, olha como está vermelho. Espiei seu pé, só está um pouco vermelho, não é tão grave assim. - Ju, dê gelo à senhorita Érica. Crow ordenou. - Gelo? Essa mulher me bateu e você simplesmente vai ficar quieto? Eu quero ela fora daqui. Agora eu entendo porque as babás nunca demoravam nesta residência, além de aturar o patrão, elas tinham que aturar essa mulher, os empregados mal criados. Eu fiquei em pé bem a sua frente, vamos acabar com esse escândalo fora de hora. - Ei. Eu digo e ela olhou para mim. - Yasmin não é sua empregada, ela é filha legítima do Crow Ricci, portanto, ela não deve comer na cozinha e sim na sala principal como dona desta casa, pois ela é a herdeira desta casa. Ela abriu a boca para falar, eu digo. - Se você ousar novamente querer chutar a bandeja de comida da Yasmin, eu vou quebrar seu pé. Ameacei num tom alto e claro. - Agora que estamos entendidos e esclarecidos, baixe seu tom de voz, há uma criança nesta casa. Ela olhou-me depois para Crow Ricci, ele ficou quieto o que a deixou irritada. - Crow, Crow.. Ela foi desesperada ao encontro dele, que ele ature sua namorada mal educada, voltei a sentar no tapete. - Hora de comer. Alcancei sua colher e dei um pouco de papa na sua boca, Yasmin fez cara feia, depois engoliu, dei outra colher, ela comeu, o resto dao purê ela devorou, dei suco natural, graças a Deus ela não rejeitou e bebeu tudo, com um pouco de esforço eu a fiz segurar o pedaço de carne, ela lambeu a carne, depois começou a tentar mastigar, levará bons minutos para ela finalmente se cansar e deixar a carne para lá, é um bom exercício labial. Enquanto Yasmin se divertia com a carne, eu fui guardar a bandeja na cozinha, depois preparei uma mamadeira de chá. - Senhorita Cristal? Virei o rosto para encontrar o segurança do Crow Ricci. - Sim? Fiquei esperando ele falar. - As pessoas aqui, não são muito boas. Eu sorrio sem mostrar os dentes. - Eu sei, mas não vim por elas, vim para cuidar de uma criança que precisa de atenção. Murmurei para ele. - Às babás nunca ficam por muito tempo. - Não se preocupe, sei como lidar com cascavéis.






