CLARA
Na manhã seguinte, acordei com o sol já alto, inundando o quarto com uma luz suave e quente. O silêncio ao redor da cabana era quase surreal, quebrado apenas pelo som distante das folhas sendo balançadas pelo vento. Ao meu lado, Henrique ainda dormia profundamente, o rosto relaxado, como se todo o peso que ele carregava há meses finalmente tivesse sido deixado para trás.
Eu me levantei devagar, tentando não acordá-lo, e fui até a janela. A vista das montanhas ao longe, cobertas de verde e