HENRIQUE
A dor da despedida de Clara ainda estava cravada em meu peito. Ela estava indo embora para proteger Sofia, e eu entendia isso, mas nada poderia apagar o vazio que isso deixava em mim. Eu não consegui dormir naquela noite, a casa parecia mais silenciosa e vazia do que nunca. Era como se o ar estivesse carregado de algo sombrio, algo que eu não conseguia afastar.
Sentei no sofá, encarando a tela do celular. Nenhuma mensagem de Clara. E o pior de tudo: nenhum sinal de Tito. Essa era a par