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Capítulo 17 – Ecos do Abismo
A escuridão era densa. Mais do que ausência de luz — era viva.
Pulsava. Respirava.
Ana se viu em pé sobre uma superfície líquida, como um lago espelhado negro. Não havia céu, nem horizonte. Apenas a vastidão do vazio.
Então, uma voz.
Suave. Infantil. Mas não inocente.
— Você finalmente me escutou… mãe.
Ana se virou.
A alguns passos de distância, uma figura pequena caminhava descalça pela superfície líquida. Era uma menina — talvez de cinco ou seis anos — de cabe