Assim que Princesa se levantou da mesa, o salão pareceu respirar diferente. Ela se afastou com a mesma elegância que sempre treinou, a cabeça erguida, o vestido caindo perfeito, os gestos calculados, como se a frase de Eron sobre “Luna de enfeite” não tivesse atingido em cheio a parte dela que foi moldada desde criança para ser exatamente isso: bonita, impecável, decorativa e politicamente útil. O café já quase tinha terminado, as cadeiras arrastavam devagar, mas ela não quis esperar o final. P