O dia amanheceu, mas eu não tinha certeza se queria acompanhar.
O sábado entrou pela janela em forma de claridade suave, filtrada pelas cortinas, e a primeira coisa que fiz foi xingar mentalmente. Meu corpo estava pesado, a cabeça latejando num ponto insistente, o peito com aquela dor funda que não era mais o corte afiado da rejeição, e sim um eco incômodo, uma lembrança física do que eu tinha feito.
Quanto mais eu pensava, mais ficava claro: eu tinha cometido uma loucura.
Casamento improvisado