Ponto de vista: Lira
Estou ainda esfregando o lugar no braço onde os dedos do meu pai quase deixaram marca quando escuto a voz do Eron se dirigindo a mim, baixa, firme, sem pressa, como se não tivesse acabado de aceitar um casamento improvisado no meio do salão.
“Você tem que terminar o que ele começou, lobinha.”
As palavras entram como lâmina. Não são altas, não são dramáticas, mas, por algum motivo, aumentam a dor que já está instalada dentro de mim, como se alguém tivesse girado o metal cra