Capítulo 2
No começo, era inevitável que eu ficasse tensa.

Mas logo percebi que ele estava realmente concentrado no trabalho, sem segundas intenções, e fui relaxando aos poucos.

Pelo visto, ele era mesmo muito profissional.

Gabriel sorriu e falou:

— Karine, raramente vejo uma cliente tão bonita quanto você.

— É mesmo?

Eu estava imersa na massagem firme dos seus dedos fortes, tão agradável que cheguei a semicerrar os olhos. Ao ouvir aquilo, deixei escapar uma risadinha tímida.

— Eu sei que você está só sendo gentil. Já tenho trinta anos. Meu marido vive dizendo que eu estou ficando velha, sem graça.

— Não. — Respondeu Gabriel, balançando a cabeça com convicção.

As mãos dele começaram a se mover com mais liberdade, acompanhando suas palavras. Pousavam aqui e ali no meu corpo com uma atenção quase reverente, como se ele tocasse uma obra de arte.

— Sua pele é branca e macia como leite, igual à de uma garota de vinte anos. — Os dedos chegaram à minha cintura e, lentamente, foram descendo. — E o seu corpo é lindo. Cheio, firme, no ponto certo.

As polpas dos dedos roçaram a borda da calcinha e, em seguida, deslizaram pela parte interna da minha coxa.

— Um toque de curvas, na medida certa, é onde mora o verdadeiro charme de uma mulher. Essas garotas obcecadas em serem magérrimas. Isso, sinceramente, não me atrai.

Então, no exato momento certo, ele retirou a mão.

Restou apenas o calor residual dos seus dedos espalhado pelo meu corpo, intenso o suficiente para me fazer tremer da cabeça aos pés.

— Se eu tivesse uma esposa tão deslumbrante quanto você, jamais deixaria que ela acumulasse tanta tensão a ponto de adoecer.

Não sei se foi o tom suave, quase sedutor, das palavras dele, ou se foi a precisão do toque. Só sei que meu corpo inteiro ardia. O rosto queimava num rubor incontrolável, e virei levemente a cabeça, incapaz de suportar aquilo de frente. Um suor fino fez com que alguns fios de cabelo grudassem de forma embaraçosa na minha bochecha.

Eu não havia percebido que, apenas por causa das palavras dele, um prazer completamente novo tomava conta de mim.

Olhei para Gabriel com um certo ar perdido, esperando, quase inconscientemente, qual seria o seu próximo movimento.

Ele se levantou, pegou um frasco de pomada verde-clara e começou a aquecê-la entre as mãos enquanto explicava:

— A massagem com óleo essencial foi para ajudar você a relaxar o corpo e a mente. Agora é que começa o tratamento de verdade. Esta é uma pomada exclusiva que nós mesmos preparamos, indicada exatamente para esse tipo de sintoma. Mas, a partir daqui, vou precisar tocar em algumas áreas mais sensíveis.

Ele fez uma breve pausa e perguntou, num tom baixo:

— Você consegue, querida?

A forma inesperada como ele mudou de tratamento, chamando-me assim, fez meu coração sair do compasso.

Desde que eu havia passado da barreira dos trinta, fazia muito tempo que ninguém me tratava com tamanha delicadeza.

— Sim. Obrigada. — Respondi em voz baixa.

Gabriel piscou para mim com suavidade.

— A partir de agora, vamos começar a massagem pelo peito. É a parte mais importante do tratamento.

Assim que terminou a frase, suas mãos grandes, já cobertas pela pomada, avançaram sem rodeios e envolveram diretamente os dois lados da minha maciez.

A pomada clara, com um leve aroma de ervas e madeira, espalhou-se sobre a pele, trazendo um frescor sutil.

O calor intenso das palmas dele e o frio da pomada atingiram ao mesmo tempo o ponto mais sensível do meu corpo, fazendo-me estremecer.

Não resisti e lancei um olhar rápido para baixo.

A pomada se espalhava sobre o meu peito, sendo aberta pelas mãos dele, que amassavam e deslizavam sobre a carne macia. Apertavam, massageavam, deixando para trás uma superfície fria, escorregadia, obscenamente sugestiva.

Parecia como se algo proibido tivesse sido espalhado ali.

Um gemido baixo escapou involuntariamente da minha garganta. No instante seguinte, fui tomada por uma vergonha profunda.

"Meu Deus. Como eu pude fazer um som desses."

Apressei-me em morder o lábio, tentando conter qualquer reação, enquanto o calor no meu rosto só aumentava.

Gabriel percebeu o meu constrangimento e falou com suavidade:

— Não tem problema. Se você se sentir confortável, pode gemer à vontade. Você veio aqui hoje justamente para relaxar, não veio?

Com essas palavras, a última barreira dentro de mim finalmente cedeu.

Acompanhando os movimentos das mãos dele, comecei a soltar gemidos curtos e abafados, carregados de uma intimidade que eu já não conseguia esconder.

O desejo ardia cada vez mais intenso, e aquela sensação de vazio dentro de mim parecia prestes a me consumir por completo, como se eu estivesse queimando por dentro.

Eu estava prestes a perder o controle.
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