O Perfume do Desejo
O Perfume do Desejo
Por: Helena Moura
Capítulo 1
Quando comecei a ter contato com o sexo, foi como se uma porta para um mundo novo tivesse sido escancarada diante de mim. Depois disso, não houve mais como parar.

Eu me entregava ao arrepio que percorria o corpo inteiro quando o prazer explodia, tremia de excitação diante daquela sensação de perder o controle. Era algo tão intenso que quase destruía minha rotina comum, insossa como água. Até mesmo o vazio que vinha depois do orgasmo, essa fome ainda não saciada do corpo, parecia estranhamente adorável.

Mas, pouco a pouco, esse vazio deixou de poder ser preenchido pelo meu marido.

A sensação de desejo insatisfeito foi se transformando numa chama constante, queimando dentro de mim todos os dias, um tormento que não dava trégua.

Foi então que ele começou a buscar outras soluções.

Brinquedos, novas posições, exploração de pontos sensíveis. Tentamos de tudo, sem exceção.

Ainda assim, muito rápido, tudo isso deixou de funcionar.

Ele disse que eu estava doente.

Disse que eu sofria de um tipo de "mal do desejo".

E disse, sem rodeios, que homem nenhum seria capaz de me aguentar.

Quando minha melhor amiga soube do que estava acontecendo, me indicou uma casa de massagem profissional.

Disse que a massagem ajudava a drenar o fogo, que poderia curar o meu problema.

A sensação de solidão, de desejo sem resposta, era realmente insuportável.

Depois de muito hesitar, acabei decidindo tentar.

A casa de massagem ficava no fundo de uma viela estreita.

A iluminação lá dentro era suave e insinuante, a decoração, simples e elegante.

A recepcionista me conduziu até uma sala reservada, discreta. O espaço era minimalista, havia apenas uma cama de solteiro e, ao lado, um pequeno armário de madeira, sobre o qual se alinhavam vários frascos e vidrinhos.

Troquei de roupa e vesti a lingerie descartável fornecida pelo local.

O sutiã tinha tão pouco tecido que mal cobria os mamilos, deixando a parte inferior dos seios exposta ao ar. A calcinha, feita de uma gaze fina e macia, era quase transparente, revelando tudo o que deveria esconder.

O que mais me envergonhou foi perceber que, ao simples roçar do tecido na pele, meu corpo reagiu contra a minha vontade.

Os seios sensíveis se retesaram no instante em que o pano os tocou, desenhando volumes evidentes. A calcinha logo ficou úmida, revelando de forma difusa o tom da pele por baixo.

Pensei em pedir à recepcionista outra roupa.

Mas, no fundo, eu sabia muito bem que isso não adiantaria em nada.

Só pude tentar me convencer em silêncio.

Afinal, massagista também deve ser mulher. Não havia motivo para sentir vergonha. Eu vim ali para tratar um problema.

Mas, no instante em que a porta foi aberta, meu coração falhou uma batida.

O técnico que entrou não era mulher.

Minha amiga não tinha mencionado que ali havia massagistas homens.

E não era qualquer um. Era um rapaz forte, na casa dos vinte e poucos anos, corpo robusto, cabelo curto e bem aparado. O rosto era aberto e bonito, com um ar saudável e luminoso. Vestia apenas uma regata preta simples.

O contorno amplo do peito, a definição dos músculos, até o desenho do abdômen, tudo era impossível de ignorar.

No momento em que ele entrou, minhas pernas se fecharam num reflexo instintivo. Levei a mão ao peito, tentando me cobrir.

Eu sentia o olhar dele sobre mim, quente e direto, como se pudesse atravessar a pouca roupa que eu usava, queimá-la, reduzi-la a nada.

Ser observada assim, dos pés à cabeça, me deixou ainda mais envergonhada do que se ele tivesse tocado cada centímetro do meu corpo.

Eu me remexia, incapaz de ficar parada, lutando para decidir se desistia ou não daquela sessão de tratamento.

Então ele falou. A voz era surpreendentemente bonita, baixa e suave.

— Srta. Karine, não é? Prazer, Karine. Meu nome é Gabriel. Vou cuidar de você hoje.

Gabriel caminhou até mim com um sorriso dócil, quase tímido. Ele lembrava um garoto da casa ao lado, daqueles que inspiram confiança sem esforço.

Sem perceber, acabei relaxando um pouco. Ainda assim, murmurei, hesitante:

— A roupa… Eu posso trocar por outra?

Se fosse um massagista homem, talvez fosse melhor vestir algo um pouco mais apropriado.

Mas Gabriel sorriu.

Com calma, segurou minha mão, aquela que eu mantinha pressionada contra o peito.

— Fica tranquila. Eu entendo.

A voz dele, macia, parecia tocar direto na minha vontade, já fragilizada por aquele vazio constante.

— Você veio por causa do vício, não foi? — Continuou, com naturalidade. — Então é normal que o corpo reaja fora de controle.

Ele me olhou com tranquilidade, quase com doçura.

— Afinal, eu estou aqui exatamente por isso, não estou?

Enquanto falava, Gabriel manteve minha mão na dele e, pouco a pouco, foi afastando aquilo que eu tentava esconder. Diante dele, os sinais evidentes da minha excitação ficaram expostos.

O volume dos meus seios ficou totalmente à mostra.

Mesmo assim, ele não demonstrou nenhum comportamento inadequado. Apenas segurou minha mão com firmeza e me conduziu até a cama.

— Então pode ficar tranquila. É só confiar em mim. — Disse com calma. — Sou profissional. Vou cuidar de você direitinho.

O calor intenso da palma da mão dele, somado à firmeza daqueles músculos bem definidos, só aumentava minha confusão interna.

Ainda assim, havia algo acolhedor na voz de Gabriel, quase tranquilizante.

Sem perceber, acabei obedecendo e me deitei.

No instante em que meu corpo tocou o colchão, o pouco tecido que me cobria deslizou com o atrito. Aquilo que já mal se mantinha escondido se libertou de vez, e os dois pontos sensíveis ficaram expostos ao ar, sem qualquer proteção.

Ao perceber que meu peito estava descoberto, senti o rosto arder de vergonha.

Ao mesmo tempo, porém, o roçar nos pontos sensíveis despertou uma onda de prazer tão intensa que um gemido escapou contra a minha vontade. A calcinha, que já estava úmida, ficou completamente encharcada.

Logo depois, veio aquela sensação ainda mais torturante de vazio, profunda e insistente, dolorosa a ponto de quase me levar ao colapso.

Gabriel, no entanto, não demonstrou qualquer interesse direto pelo meu corpo.

Ele pegou um frasco de óleo de tom rosado claro e explicou, com calma, sem pressa:

— Primeiro vou usar esse óleo essencial para ajudar você a relaxar o corpo e a mente. Ele também tem efeito hidratante. Depois, aplico uma pomada especial e faço a massagem terapêutica completa, para liberar o excesso de tensão. Esse fogo acumulado dentro de você.

Ele esfregou o óleo entre as mãos.

Em seguida, a palma quente e firme pousou sobre a pele do meu abdômen.

Meu corpo se contraiu instintivamente.

— Não fica tensa. — Disse ele, com suavidade. — Vou começar agora.
Continue lendo este livro gratuitamente
Digitalize o código para baixar o App
capítulo anteriorpróximo capítulo
Explore e leia boas novelas gratuitamente
Acesso gratuito a um vasto número de boas novelas no aplicativo BueNovela. Baixe os livros que você gosta e leia em qualquer lugar e a qualquer hora.
Leia livros gratuitamente no aplicativo
Digitalize o código para ler no App