Os dedos de Gabriel se abriram, envolvendo-me por completo.
Num ritmo constante, ele começou a desenhar círculos lentos, amassando com firmeza, enquanto a pressão das palmas se mantinha o tempo todo sobre o ponto mais sensível do meu corpo.
Aos poucos, a força aumentou.
Eu conseguia até ver aquela parte sendo moldada repetidamente sob o toque dele.
Meu rosto ardia cada vez mais, queimando, enquanto o desejo dentro de mim se inflamava sem controle.
Minha respiração ficou curta e acelerada, e os gemidos escapavam com uma doçura cada vez mais descarada, impossível de conter.
Gabriel falou num tom calmo, quase profissional:
— Querida, como eu imaginei. Há mesmo nódulos acumulados aí. Se isso não for tratado direito, no futuro pode acabar causando problemas sérios nas mamas.
— Uhm… Obrigada… — Consegui responder com dificuldade, soltando o ar de uma vez só.
Cheguei a ouvir a maca inteira ranger, como se estivesse prestes a ceder sob os movimentos intensos dele.
Ainda assim, aquela sensação de ser tocada com tanta atenção, de ser cuidadosamente massageada, me envolvia por completo.
Eu me afundava naquele prazer, incapaz, e sem qualquer vontade, de me libertar.
Foi justamente nesse instante que a mão grande de Gabriel se afastou de repente.
Abri os olhos às pressas, ainda meio atordoada, e o encarei com um olhar confuso.
— O que foi?
Só então percebi que minha própria voz já saía levemente trêmula.
— Vou colocar mais um pouco de pomada. — Disse Gabriel, retirando outra porção branca do frasco. — Agora vamos trabalhar a região das coxas. Por favor, apoie-se um pouco no travesseiro.
— Uhum… Tá bem.
Apesar de a vergonha ainda existir, a expectativa por aquela massagem tão confortável já tinha ultrapassado, e muito, qualquer resquício de pudor.
Obediente, ergui um pouco o tronco e me sentei parcialmente.
Ao baixar o olhar, vi que meu peito estava completamente coberto pela pomada branca.
Em contato com o ar, ela provocava ondas suaves de frescor, um frio agradável que se espalhava em fios delicados pela pele, deixando meu corpo inteiro atento, sensível a cada sensação.
Marcas irregulares dos dedos ficavam gravadas sobre o meu peito branco e macio, e as pontas ainda brilhavam úmidas. Qualquer um conseguiria perceber, sem dificuldade, que aquele lugar havia sido intensamente manipulado.
Mas eu não imaginava que aquilo fosse apenas o começo.
Gabriel apoiou um dos joelhos na cama e, de repente, com as próprias pernas, abriu as minhas num ângulo amplo, sem qualquer delicadeza aparente.
Minha parte inferior, já úmida, ficou completamente exposta.
O tecido fino demais da lingerie havia sido encharcado pelas reações do meu corpo. A renda leve, já escura e colada à pele, não escondia absolutamente nada.
Aquele posicionamento perigoso e profundamente constrangedor fez meu corpo inteiro se retesar num instante.
Instintivamente, inclinei-me para a frente, tentando impedi-lo.
Gabriel me deteve no meio do movimento, empurrando-me de volta com cuidado até que eu me deitasse outra vez.
— Karine, por favor, relaxe. Não se mexa. — Disse ele num tom firme, porém gentil. — Esta é a etapa mais importante do tratamento de hoje. Se interromper agora, todo o processo será perdido. Fique tranquila. Eu sou um profissional.
Respirei fundo, esforçando-me para acalmar o coração acelerado e permitir que o corpo cedesse outra vez.
No instante seguinte, senti a mão grande dele começar a deslizar pela parte interna das minhas coxas, dos dois lados, pressionando com cuidado.
De vez em quando, os dedos passavam de leve por aquele ponto, como se fosse sem querer.
Esse roçar aparentemente casual, carregado de uma provocação sutil, soava para mim como um sussurro do diabo, impossível de resistir.
Meu coração parecia prestes a saltar do peito.
Cada centímetro do meu corpo ansiava, em silêncio, para que ele fosse mais longe. Mais direto. Mais intenso.
Gabriel parecia ler meus pensamentos.
De repente, a mão dele pressionou com força e afundou no meio da fenda.
As pontas de dois dedos apertaram com precisão.
Um gemido abafado escapou de mim antes que eu pudesse impedir:
— Ah… Isso… Isso não é muito certo, né? Eu… Eu não devia…
— Karine, não se preocupe. — Respondeu ele com calma. — Isso faz parte do processo do tratamento. Agora me diga. Você não sente que esse vazio aí dentro está começando a ser preenchido?
As palavras dele ecoaram dentro de mim, fazendo meu corpo inteiro estremecer.
Gabriel segurou minha cintura com firmeza, impedindo que eu me debatesse, enquanto a outra mão afundava cada vez mais, sem hesitação.
Eu já não sabia dizer há quanto tempo ele permanecia ali.
Só sentia que havia sido completamente engolida pelo desejo, incapaz de pensar com clareza.
Limitava-me a responder às palavras dele com frases quase instintivas, arrancadas do fundo do corpo:
— Uhm… Eu… Ah… É… É verdade…
Meu corpo inteiro tremia em espasmos leves e incontroláveis.
Sem perceber, comecei a me mover sozinha, buscando o contato, balançando para frente e para trás, acompanhando o ritmo dele.
— Uhm…
Minha razão estava à beira do colapso, e um gemido fino escapou dos meus lábios sem qualquer contenção.
Eu queria mais.
Queria que ele fosse além.
De repente, Gabriel avançou sobre mim, colando o corpo ao meu com intensidade.
Eu sentia com clareza que ele pressionava de propósito aquele ponto sensível contra o meu.
— Querida… Eu vou cuidar de você. Confie em mim. — Sussurrou.
O hálito quente dele roçou minha orelha.
No instante seguinte, ele abocanhou suavemente o lóbulo da minha orelha e mordeu de leve.
Meu corpo inteiro reagiu num sobressalto, como se aquele gesto tivesse sido o empurrão final para além de qualquer limite que ainda restava.
Um som suave, quase um gemido contido, escapou do fundo da minha garganta.
— Eu… Que estranha… Ah…
Mordi o lábio avermelhado, incapaz de dizer em voz alta aquilo que mal ousava admitir.
Mas o movimento involuntário do meu corpo, balançando, buscando instintivamente algum tipo de alívio, já entregava tudo o que eu sentia.
— Eu sei, querida. — Disse Gabriel.
Ele sorriu, satisfeito.
A expressão dócil nos olhos começava a se misturar com algo mais sombrio, perigoso, impossível de ignorar.
Com um gesto simples, afastou o tecido já inútil, empurrando-o para o lado.
Não havia mais nada a esconder. O que se revelava ali falava por si, quente, vulnerável, completamente entregue.
— Então aproveite… — Murmurou ele, em tom baixo. — Este é o último passo do tratamento.
O riso leve que se seguiu soou perto demais.
Quando percebi, o corpo dele já estava colado ao meu, anulando qualquer espaço para fuga.