Valentina segurou a outra mão da mãe.
O som da máquina voltou a preencher o quarto.
Os cabelos de Lilian caíam como despedidas silenciosas.
Ela chorava como uma criança que perde algo precioso demais, mas não estava sozinha. Quando terminou, Pedro desligou a máquina e ajoelhou-se diante dela.
Lilian levantou o rosto devagar.
Sem maquiagem. Sem cabelo. Vulnerável.
Ainda assim, ele sorriu.
— Continua linda.
Ela riu entre lágrimas.
— Mentiroso.
Bruna apareceu com o celular na mão.
— A gente devia