Pedro ficou em silêncio.
A defesa automática veio à ponta da língua, mas não saiu. Ele respirou fundo.
— É… você tem razão. — Passou a mão pelo rosto. — Só que ela não pode me ameaçar, Arthur. Não pode querer que eu esteja dentro daquela casa contra minha vontade, só pra manter os caprichos dela. Ela disse na minha cara que vai fazer a cabeça da Bruna. Que minhas filhas não vão querer falar comigo. Você entende?
Arthur ficou mais atento.
— Isso aí é alienação parental. Se ela fizer mesmo, basta